quarta-feira, 25 de agosto de 2010


Não sou daqueles que diz que morreria se casasse, pois se caso estou morto de veras.



Gabriel Hildenbrand

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


O que eu fui, eles são. O que eu sou, eles jamais serão.




Gabriel Hildenbrand

quarta-feira, 11 de agosto de 2010


Você é o que tem e não tem pelo que é.







Gabriel Hildenbrand

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


No espelho, vejo o sentimento que espero de ti, porém é só meu reflexo.



"Et-Oma, Êcov Ed e da duas"






Gabriel Hildenbrand

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Como numa fotografia.


O tempo não é algo que voa
Ele anda como nós,
Caminho errado no futuro se ecoa.
Vale nunca ficar só, no máximo a sós,
Pois nessa jornada capturamos pessoas.

Umas planejadas e outras por acidente
Momentos mágicos que são como estrelas,
Pois mesmo que não existam mais no presente.
Ainda assim, suas luzes podemos vê-las


Gabriel Hildenbrand

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nostalgia. 1 - Rosa Minha -


Rosa minha, Rosa minha
Por que me deixastes?
Lembra-se de nós ao luar,
Contando pilhérias,
Para ver a vida passar?

Rosa minha, Rosa minha
Por que me deixastes?
Lembra-se de nós correndo contra o vento,
Tentando fazer o tempo parar?

Rosa minha, Rosa minha
Por que me deixastes?
Lembra-se quando tu dizias,
Que me amava e que íamos
Ficar juntos pela eternidade?

Rosa,
Lembro-me bem de ti
Seus cabelos cor de fogo,
Iluminando a negra névoa
Do meu coração.
Teus olhos melados,
Lambuzam meus pensamentos.
Seus delicados lábios finos,
Porém me provocava,
As mais sórdidas reflexões,
Célula por célula.

Rosa minha, Rosa minha
Vou lhe fazer uma única pergunta:
-Por que me deixastes?







Gabriel Hildenbrand, 13/11/02 - 14 anos

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Infeliz sorte ao sol que nascerá


Julgou-se de inteligente ser um tanto.
Auriculares murmúrios brandos, doces,
Jogo de palavras, teu sinistro encanto.
Árdua punição, que pra ti antes fosse,
Porém no meu silêncio, veio o espanto,
Virei à mesa e uma surpresa trouxe
À meu logro amor; perdão por não ser santo.


Por que, tu escolheste a mim para brincar?
Repulsa, tesão, provoca quando mentes
Perdido estou e preciso me encontrar,
Contudo também sofrerás infelizmente.
Labirinto de sentimentos, pra onde vá.
Presa nesta relação, Eva e serpente
Como o poeta diz é “rir pra não chorar”.




Gabriel Hildenbrand

terça-feira, 6 de julho de 2010

Solidão, inundada face da saudade.


Se somos feitos das mesmas substâncias dos sonhos, logo, tua essência vital impregna minha mente nas densas noites de inverno. Saudades tenho agora até do seu cheiro, sinto seu carinho nas congelantes brisas que acariciam meu rosto molhado, que em vão te aguarda.



Gabriel Hildenbrand

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ciranda à inevitável lição. Amar.


Cabeçuda, cabeça chata, cognome cacófato
Cara caricata, carranca , coisa caduca, canalha
Caftina, cabaré, carfanaum.
Cábula com certeza captei,
Cefaléia costumeira. Cansei.
Comentam, clamam: - Casem. Caralho...
Comemorariam certamente.
Cenário corrompido, calabouço cabreiro, calafrio constante
Caçador corrupto, caça crucificada certa
Cínica caaba, caminho cerúleo, chamuscada chama cresceu. Cochichei:
- Caluda!- Calei-me.

Amiga abnegada abluiu alma aguada, amarga
Algo adquiri ao almejá-la, afeto abissal, alindou-se
Agora as algemas anunciadas, até alegram-me
Acho admiração aos assuntos abobados articulados
-Aprecio a acéfala? Apartai amor! Apartai.

Ignoro-te, indesejável ímã irritante, impecável índia importuna,
Iris ilusionista, intensa, imergi-me impávido, incrédulo.
Individua irritante, impúbere, imunda imutável
Imunizei-me ingenuidade impulsiva, ignoro-te.
Incendiou, incinerou, incitou indefeso idiota.
-Imbecil impetuosa.


Labareda lábil, logo laçou-me,
Localizo-me labirinto lombricida
Labutei lacrar, louca libertinagem
Ligeiramente louco, lúdico ludíbrio.
Lisonja loba, litania lírica.
Lúcifer luzente lançou-me limbo.
Língua libertina lambeu-me, levitei.
Lucidez liquidada, livre-arbítrio limitado.
-Lutei, luxúria lunática lucrou. Luto.

Ainda adoro-te, à-toa afugentei.
Abduzido abrilhantado, abusão.
Abateu-me abstinência abusiva
Alteza anárquica, acabou a ancorar-me.
Anti-heroína arcaica, anjo arteiro.
-Atalhei amá-la anteontem. Amo-te agora, amarei ainda assim amanhã.








Gabriel Hildenbrand

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Memórias de um romance sem lembranças - Parte V


Dormia na recepção do hospital, quando sentiu algo tocando levemente seu rosto ainda molhado pelas lágrimas, assustada, Gabi desperta e se depara com Marcelo, que havia acabado de chegar e tentava confortar a amiga. Nunca a havia visto tão abatida, pois ao terminar de explicá-lo o que ocorria, caiu aos prantos, num choro compulsivo. Receoso, tentou convencê-la a ir dormir e descansar em casa, porém ela se negava e fazia questão de ficar no hospital, para acompanhar tudo de perto.
Horas se passaram, ela adormecera novamente, só que agora no quarto de Luiz, que continuava em repouso e inconsciente. Marcelo não podendo acompanhá-la foi para casa, mas pronto para qualquer emergência voltar. Foi à noite mais longa da vida dela e a mais angustiante.
Quando os primeiros raios de sol invadiam o quarto e refletiam em seu rosto, Luiz acordara. Confuso ao perceber que estava em um quarto de hospital, também notou que sua amada dormia numa poltrona, quase ao pé de sua cama. O ultimo fato de que se lembrava era o banho e logo depois um clarão aconteceu, a partir desse momento nada mais fazia sentido.
Com cuidado para não acordar sua exausta sentinela, se levantou e foi em direção a enfermaria, onde rapidamente trataram de chamar o médico que o havia examinado; para lhe explicar com detalhes o que estava acontecendo. Foi nesse momento em que a coragem até então desconhecida dele surgiu, pois sem se desesperar, ouviu tudo que aquele homem, que parecia não se importar muito com o fato mais tenso de toda sua vida.
Ao voltar para o quarto, olhou a adormecida mulher que em nenhum momento o abandonou, contemplando-a em seu sono, admirando-a e depois de um tímido sorriso, beijou sua testa, para então voltar a dormir. Ao meio dia em ponto, ela finalmente abre seus olhos depois de uma cansativa noite, se levanta da desconfortável poltrona que adaptara como pôde e se dirige a cabeceira da cama. Com os olhos já quase que secos de tanto lacrimejar, faz um cafuné naqueles pequenos cachos macios.
Ele sem abrir os olhos, abre um sorriso e agradece por não deixá-lo só naquele lugar, em seguida puxa-a pra cima da cama e a abraça de forma calorosa, como se não se a visse há anos. Falando “te amo”, diversas vezes ao pé de seu ouvido e acariciando sua cabeça.
A quimioterapia começava, a cada semana passada, uma batalha travada contra a doença. Mais magro, fraco e com a perda de cabelos, seu único estimulo de continuar vivo, era saber que toda vez quando dormia e sonhava com os anjos, acordava e via o seu sempre com um largo e terno sorriso, lhe dizendo que ao terminar aquilo tudo, iriam para Búzios, comprar uma cabana na praia e viver seu paraíso particular.
Tentavam levar uma vida normal, sem tocar muito no assunto da doença, mas era em vão, pois após quatro meses, seus cabelos agora eram ralos e poucos eram os tufos, o que fez ele tomar a decisão de raspar tudo de uma vez só, para acabar com aquela ânsia. Estava cada dia mais abatido, mais com coragem para continuar sua vida ao lado do seu primeiro e único amor.
A pedido de seu amigo Marcelo, Gabi resolveu um dia sair para se distrair e aliviar o estresse. Foram ao shopping os três. Ela, Marcelo e o seu novo namorado, Luiz ficara em casa para uma nova sessão de quimioterapia.
Num dos momentos em que lanchava com os dois num fast food, sentiu fortes enjôos e se dirigiu rapidamente ao banheiro do shopping. Achando que pudesse ter ingerido alimento estragado, voltou com os rapazes até a lanchonete, porém depois de mais um enjôo, voltou ao banheiro e por lá permaneceu por uma hora e meia.
Sem pestanejar, Marcelo mais experiente e sensato, pediu para a amiga ir na farmácia com ele comprar um teste de gravidez. Ela relutou muito, falou que era impossível, pois ele usava preservativo e ela tomava pílula regularmente, contudo no fim cedeu.
Foram a casa de Marcelo, ela foi ao banheiro fazer o tal teste, ele e seu affair agoniados na sala, esperavam o resultado. Depois de um tempo, eis que sai a protagonista de tal aflição, com o resultado do exame em mãos.
Com os olhos cheios de lágrimas, mostra o exame que apresentava uma listra vermelha e outra azul, ou seja, positivo de acordo com as instruções. Gabi estava grávida e seus sentimentos agora, eram uma fusão de medo e êxtase.


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